quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. 
Observa o comportamento dos filhos, mantém-te, atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade pode auxiliá-los e preservá-los. 
Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil.
Conversa, esclarece, orienta e assiste os que se hajam tornado vítimas, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade deles e a tua.

COMO A FAMÍLIA PODE AJUDAR A RECUPERAR O DEPENDENTE:

Em primeiro lugar com amor.

Trazer o dependente para o amago da família, se mostrar preocupado com ele, mostrar que entende que a sua dependência não é por falta de caráter, mas sim que é uma doença, que não tem cura, porém tem como estacioná-la e controlá-la.

Evitar brigas e discussões na presença do dependente, tais situações geram emoções e sentimentos negativos onde o álcool e as drogas se tornam o caminho mais curto para a fuga de tais emoções.

Não expor o dependente a situações e lugares onde haja a presença de álcool e drogas, pois á vontade ou fissura na maioria das vezes se torna incontrolável.

Se tiver bebidas alcoólicas ou drogas em casa joga-las fora o mais rápido possível.

Procurar nas roupas e objetos pessoais reservas de drogas ou bebidas, que possam levar o individuo a fazer o uso em sua própria casa.

Nunca comprar bebidas ou drogas para o dependente. Algumas famílias para manter o dependente em casa e livrá-lo de ambientes perigosos compra a substância para o mesmo. Isso é comum acontecer, porém muito, mas muito errado mesmo.

Não acreditar que a crise de abstinência que o dependente esta tendo é insuportável, pois não é, ela passa, demora mas passa. Apenas no caso do Álcool e da Heroína há risco de uma crise muito forte, porém a melhor maneira de resolver é levando o dependente ao hospital mais próximo, com medicação logo se controla a crise de abstinência.

Ajudar o dependente a controlar a sua vida financeira, pois o dinheiro facilmente induz ao uso, pois se torna bem mais fácil beber e usar drogas com dinheiro na mão.

Os assuntos de ordem pessoal que trazem desconforto e constrangimento não devem serem lembrados á todos os instantes, mas sim a família deve de alguma maneira procurar resolvê-los com sabedoria.

Caso o dependente chegue tarde em casa, não adianta deixá-lo para fora, pois, no momento isso não ajudará em nada, é melhor deixá-lo entrar e no outro dia quando o mesmo estiver sóbrio conversar com ele, sugerir acompanhamento em Grupos de Auto - Ajuda, ajuda médica e se necessário for internação.

A principio nenhum dependente aceita ajuda, pois não admite que perdeu o controle sobre o uso da substância, ele sempre diz “eu paro a hora que quero”. É preciso mostrar o quanto ele tem perdido e quanto mais ainda pode perder, e em alguns casos é necessário que a família ajude a colocar o dependente no fundo do poço, pois somente assim ele aceitará ajuda.

O dependente não se apega aos prejuízos materiais e financeiros, mas se apega demasiadamente ás pessoas que o cercam e mostram o seu amor por ele, mesmo que ele não demonstre, para o dependente perder a esposa, filhos, os pais, etc., é muito doloroso, em muitos casos essas percas influenciam o dependente a buscar ajuda e recuperação.

Importante saber que o dependente também não se preocupa muito com a sua saúde, tanto é que não tá nem ai para ela. Argumentar sobre a saúde não ajuda muito o dependente, mas argumentar sobre as percas familiares sim.

Tentar afastar os maus amigos e os amigos influentes (no negativo) do dependente ajuda muito, aproximar os amigos e familiares mais íntimos que não bebem nem usam drogas também é ponto muito favorável.

Cuidado com a auto – piedade do dependente, isso é normal, se colocar na condição de coitado, para alcançar mais atenção dos familiares, porém não aprove esse comportamento, pois ele não é favorável á recuperação.

Informar-se se ele tem contato direto com álcool e drogas na escola ou no trabalho, se tiver induza-o a mudar de escola e se preciso for sair do trabalho também, pois é melhor ficar desempregado sóbrio do que empregado e usando drogas, pois mais hora, menos hora, também perderá o emprego.

Através de conversa descobrir a intensidade da relação afetiva que o dependente tem com a droga ou o álcool, ele precisa perder ou diminuir essa relação, mostrar ao dependente que para viver bem e ser feliz não é necessário usar drogas ou beber.

Alguns dependentes acham que não conseguirão deixar o uso, cabe também à família provar o contrário, através de incentivos á recuperação acompanhando o dependente nos grupos de auto-ajuda, médicos e se caso houve internação acompanhar o tratamento o melhor possível.

É muito difícil o dependente se recuperar sem a ajuda dos familiares, pois a dependência nas maiorias das vezes esta relacionada á família, todo familiar de dependente também deve fazer acompanhamentos em grupos de auto-ajuda, para adquirir conhecimento de como se relacionar com um dependente e como não prejudicar o mesmo em sua recuperação.


Extraído do site http://alcooledrogas.no.comunidades.net/index.php?pagina=1925574603

Escolha Viver Sem Drogas

Seja um vencedor também...

Família, filhos e drogas....

Aos dependentes: "Assim como me ajudaram, agora quero ajudar"

A seguir conheçam a historia de Gabriel Mori, 26 anos, dono de uma clínica para dependentes químicos.

“Eu era vendedor de uma concessionária Chevrolet. Só negociava com frotista. Ganhava até 10 000 reais por mês. Um dia fui comprar maconha, mas me empurraram o mesclado, que é a maconha com crack. Em menos de um ano estava entregue. Fui demitido e larguei o curso de publicidade na FMU. Perdi 35 quilos. Foi uma degeneração total.Cheguei a roubar os celulares de uns amigos do meu pai que estavam em casa. Não pedia ajuda porque tinha medo de perder minha noiva. A gente acha que ninguém percebe nossas mentiras. Tentei largar diversas vezes, mas a fissura é incontrolável. É como um pênalti para o seu time aos 47 do segundo tempo. Enquanto o jogador não bate, você fica louco.Estou limpo há três anos e meio. Há dois anos, depois de fazer vários cursos na área de dependência química, resolvi abrir uma clínica. Assim como me ajudaram, quero ajudar, porque sei que é possível deixar a droga para trás.”


Extraído do site http://vejasp.abril.com.br/materia/crack-assim-como-me-ajudaram-agora-quero-ajudar

A importância do apoio aos co-dependentes...

Meus pais brigavam quase todo dia quando eu era pequeno. Eu tinha medo do meu pai porque ele bebia muito. Eu nunca sabia o que ele poderia fazer para minha mãe, pra mim ou pras minhas irmãs. Sempre sentia que ele podia bater nela ou em um de nós. Em uma vez que ele bateu em nós, achei que merecíamos porque tinhamos feito algo de errado.
Eu era jovem e não tinha idéia do que acontecia com ele. Só sabia que ele vinha para casa bêbado todos os dias, brigava com minha mãe e deixava tudo de cabeça pra baixo. Sempre tentei deixar as outras crianças de fora dessa confusão. Eu fazia a janta delas e depois ajudava na lição de casa. As brigas não paravam enquanto ele não dormia. Eu ouvia minha mãe no telefone falando com suas irmãs. Ela chorava e jurava que largaria ele, mas ela nunca fez isso.
de manhã a casa sempre estava quieta. Minha mãe não saía da cama então tinha que fazer meu café da manhã, preparar o lanche de todos e levar pra escola minhas irmãs. Tudo isso enquanto me esforçava para não acordar meu pai e minha mãe. E foi assim por vários anos. Meu pai nunca parou de beber e minha mãe nunca deixou ele.
Quando cresci, um amigo me convenceu a ir a uma reunião de Al-anon. Eu não queria ir e não achava que precisava falar sobre o assunto porque meu pai não estava mais por aqui. Cara, eu estava errado. Eu tinha muito pra falar e um monte de sentimentos sobre tudo que tinha acontecido na minha casa. Ajudou muito simplesmente contar a alguém como foi a minha história.
Anônimo

Extraído do site http://www.nacoa.com.br/

Dedique-se, ame incondicionalmente....dê o seu melhor!

Aos dependentes....




"Nunca deixe que nenhum limite tire de você a ambição da auto-superação."
Autor desconhecido

A importância da família na recuperação de dependentes 2

A importância da família na recuperação de dependentes


Os co-dependentes...

Quem é o co-dependente 

Os co-dependentes químicos são seres humanos visivelmente afetados, na maior parte das vezes, até fisicamente, pela convivência com um ou mais dependentes químicos. E tem uma enorme dificuldade em pedir e aceitar ajuda.

Os co-dependentes se fazem muitas perguntas:

Se a pré-disposição orgânica para desenvolver o abuso de drogas é do meu familiar, filho ou filha, como é que sou eu que preciso de ajuda ?
É meu marido ou minha mulher quem bebe, porque eu devo me tratar?
Quem é o co-dependente? 
é o familiar, o colega de trabalho, o chefe, o amigo, é o vizinho, e todos que procuram remover as conseqüências dolorosas do abuso de drogas do dependente, para e pelo dependente, com a intenção de minimizar ou de esconder o ocorrido, facilitando a vida do dependente químico.

Todo aquele que está emocionalmente ligado e oferece seus sentimentos e sua vida para "proteger seu dependente", visando impedir que comportamentos anti-sociais tornem-se transparentes, é um co-dependente.
E o co-dependente que age assim, escondendo os fatos que se constituem numa vergonha para todos por total desinformação, imagina que está ajudando, na realidade está ajudando a que possíveis pedidos de tratamentos e/ou internação sejam adiados.
É o famoso "CARROSSEL DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA: no centro, o dependente químico agindo e ao redor... os co-dependentes estão reagindo, todos estão vivendo em função do dependente. O dependente se droga, fica doidão e os outros reagem a sua drogadição e as suas conseqüências, o dependente responde as essas reações e se droga novamente, estabelecendo o carrossel da dependência química.
Os co-dependentes precisam ter coragem de colocar limites, fazendo parar de girar o Carrossel, desligar-se emocional mente do dependente sentindo seu próprios sentimentos e vivendo suas próprias vidas. Como os co-dependente conseguirão entrar em recuperação ? Informando-se, fazendo psicoterapia , e sobretudo freqüentando as salas dos grupos de mútua ajuda , o ALANON, NARANON, AMOR EXIGENTE.
A partir da aceitação da co-dependência, realizam o maior ato de amor, conscientizaram-se de que a melhor ajuda e única possível é a mudança de nós. Fortaleceram-se. porque compreenderam, o que não é firme não pode servir de apoio.
O escritor Leon Tolstói escreveu:
"Todas as famílias que são felizes são iguais, mas cada família que é infeliz, o é a sua própria maneira".


Extraido do site http://adroga.casadia.org/codependencia/co_dependencia.htm

Mudando trajetos...

Autobiografia em Cinco Capítulos
 (Sogyal Rinpoche) 

1. Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5. Ando por outra rua.


Características Presentes em Famílias de Dependentes Químicos

O impacto que a família sofre com o uso de drogas por um de seus membros é correspondente as reações que vão ocorrendo com o sujeito que a utiliza. Este impacto pode ser descrito através de quatro estágios pelos quais a família progressivamente passa sob a influência das drogas e álcool:
1. Na primeira etapa, é preponderantemente o mecanismo de negação. Ocorre tensão e desentendimento e as pessoas deixam de falar sobre o que realmente pensam e sentem.
2. Em um segundo momento, a família demonstra muita preocupação com essa questão, tentando controlar o uso da droga, bem como as suas conseqüências físicas, emocionais, no campo do trabalho e no convívio social. Mentiras e cumplicidades relativas ao uso abusivo de álcool e drogas instauram um clima de segredo familiar. A regra é não falar do assunto, mantendo a ilusão de que as drogas e álcool não estão causando problemas na família.
3. Na terceira fase, a desorganização da família é enorme. Seus membros assumem papéis rígidos e previsíveis, servindo de facilitadores. As famílias assumem responsabilidades de atos que não são seus, e assim o dependente químico perde a oportunidade de perceber as conseqüências do abuso de álcool e drogas. É comum ocorrer uma inversão de papéis e funções, como por exemplo, a esposa que passa a assumir todas as responsabilidades de casa em decorrência o alcoolismo do marido, ou a filha mais velha que passa a cuidar dos irmãos em conseqüência do uso de drogas da mãe.
4. O quarto estágio é caracterizado pela exaustão emocional, podendo surgir graves distúrbios de comportamento e de saúde em todos os membros. A situação fica insustentável, levando ao afastamento entre os membros gerando desestruturação familiar.
Embora tais estágios definam um padrão da evolução do impacto das substâncias, não se pode afirmar que em todas as famílias o processo será o mesmo, mas indubitavelmente existe uma tendência dos familiares de se sentirem culpados e envergonhados por estar nesta situação. Muitas vezes, devido a estes sentimentos, a família demora muito tempo para admitir o problema e procurar ajuda externa e profissional, o que corrobora para agravar o desfecho do caso.

As dificuldades...

A equipe do Profissão Repórter efetuou uma reportagem contando as dificuldades das famílias que lutam por seus entes queridos que são dependentes químicos. Famílias em busca de uma solução...Famílias que necessitam de apoio para enfrentar estas dificuldades.
Acesse a pagina do youtube através do link abaixo e conheça um pouco mais:
Parte 1
https://www.youtube.com/watch?v=deWHJfPfFCU
Parte 2
https://www.youtube.com/watch?v=R3YG770NLMY

domingo, 17 de novembro de 2013

Liberdade


"Tudo está fluindo. O homem está em permanente reconstrução; por isto é livre: liberdade é o direito de transformar-se."


Controle

A necessidade de controlar a vida do outro sempre esteve presente em minha vida, mas tornou-se uma obsessão no meu convívio com um dependente químico. Eu sequer tinha consciência disso. Minhas atitudes e escolhas demonstravam que eu também estava bastante adoecida e incapaz de lidar com a situação.
A convivência com o dependente químico e sua doença era extremamente assustadora e conflitante. Sentia-me só e tudo parecia caminhar para uma zona desconhecida. Tinha a ilusão de que podia assumir o barco da vida do outro e assim evitar os danos e sofrimentos. Medo, raiva, depressão, tristeza profunda, baixa autoestima, autopiedade.... Diante de tudo isso me sentia perdida e sem condições de conduzir minha vida. Se ele mudasse, tudo estaria bem e eu seria feliz.
Em meio a uma crise terrível, conheci uma sala de Nar-Anon. Foi o início do aprendizado sobre mim mesma; um novo olhar para a vida e para o mundo em que vivo.O autoconhecimento me deu a oportunidade de uma vida mais saudável em todos os seus aspectos: emocional, afetivo, familiar e profissional. Quando me libertei do controle e do desejo de aprovação, deixei de ser prisioneira e também carcereira.Assim mais forte e equilibrada passei a ter melhor condição de ajudar meu familiar adicto e também aprendi a desenvolver relacionamentos mais saudáveis com outras pessoas. 
Na vida há alegrias e tristezas, mas sempre que recaio nas emoções destrutivas, recorro às ferramentas do programa Nar-Anon que me ensinam uma nova maneira de viver.

Extraido de http://www.naranonsp.org.br/emfoco/Info07.pdf

Você é fruto das suas escolhas!


Determinação sempre...

Estar em recuperação tem sido muito bom para mim. 
Hoje sou mais honesta comigo mesma e com os 
outros. Tento aplicar o programa em todas as minhas 
atividades, procurando ser uma pessoa melhor.. 
Penso mais em mim que nos outros. 
Aprendi a duras penas que não posso controlar a 
vida do outro e que sou responsável apenas pelas 
minhas escolhas. Com isso deixo espaço para que o 
meu familiar tenha a mesma liberdade e cresça sendo 
capaz de encontrar seu próprio caminho.
Não foi da noite para o dia que adquiri esta serenidade. 
Foram necessárias muitas reuniões até que eu 
pudesse desfrutar dos benefícios da recuperação, 
mas valeu a pena. Permaneço buscando me melhorar 
como ser humano. Muitas vezes é sofrido, pois mudar 
é muito difícil para mim, familiar de adicto para quem 
as velhas atitudes teimam em voltar a perseguir. Mas 
sou determinada e acredito neste programa para toda 
minha vida.

Depoimento de uma companheira

Só por hoje...

Para aqueles que buscam recuperação do álcool e das drogas, escolha hoje fazer a diferença!