quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A importância do apoio aos co-dependentes...

Meus pais brigavam quase todo dia quando eu era pequeno. Eu tinha medo do meu pai porque ele bebia muito. Eu nunca sabia o que ele poderia fazer para minha mãe, pra mim ou pras minhas irmãs. Sempre sentia que ele podia bater nela ou em um de nós. Em uma vez que ele bateu em nós, achei que merecíamos porque tinhamos feito algo de errado.
Eu era jovem e não tinha idéia do que acontecia com ele. Só sabia que ele vinha para casa bêbado todos os dias, brigava com minha mãe e deixava tudo de cabeça pra baixo. Sempre tentei deixar as outras crianças de fora dessa confusão. Eu fazia a janta delas e depois ajudava na lição de casa. As brigas não paravam enquanto ele não dormia. Eu ouvia minha mãe no telefone falando com suas irmãs. Ela chorava e jurava que largaria ele, mas ela nunca fez isso.
de manhã a casa sempre estava quieta. Minha mãe não saía da cama então tinha que fazer meu café da manhã, preparar o lanche de todos e levar pra escola minhas irmãs. Tudo isso enquanto me esforçava para não acordar meu pai e minha mãe. E foi assim por vários anos. Meu pai nunca parou de beber e minha mãe nunca deixou ele.
Quando cresci, um amigo me convenceu a ir a uma reunião de Al-anon. Eu não queria ir e não achava que precisava falar sobre o assunto porque meu pai não estava mais por aqui. Cara, eu estava errado. Eu tinha muito pra falar e um monte de sentimentos sobre tudo que tinha acontecido na minha casa. Ajudou muito simplesmente contar a alguém como foi a minha história.
Anônimo

Extraído do site http://www.nacoa.com.br/

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