Em primeiro lugar com amor.
Trazer o dependente para o amago da família, se mostrar preocupado com ele, mostrar que entende que a sua dependência não é por falta de caráter, mas sim que é uma doença, que não tem cura, porém tem como estacioná-la e controlá-la.
Evitar brigas e discussões na presença do dependente, tais situações geram emoções e sentimentos negativos onde o álcool e as drogas se tornam o caminho mais curto para a fuga de tais emoções.
Não expor o dependente a situações e lugares onde haja a presença de álcool e drogas, pois á vontade ou fissura na maioria das vezes se torna incontrolável.
Se tiver bebidas alcoólicas ou drogas em casa joga-las fora o mais rápido possível.
Procurar nas roupas e objetos pessoais reservas de drogas ou bebidas, que possam levar o individuo a fazer o uso em sua própria casa.
Nunca comprar bebidas ou drogas para o dependente. Algumas famílias para manter o dependente em casa e livrá-lo de ambientes perigosos compra a substância para o mesmo. Isso é comum acontecer, porém muito, mas muito errado mesmo.
Não acreditar que a crise de abstinência que o dependente esta tendo é insuportável, pois não é, ela passa, demora mas passa. Apenas no caso do Álcool e da Heroína há risco de uma crise muito forte, porém a melhor maneira de resolver é levando o dependente ao hospital mais próximo, com medicação logo se controla a crise de abstinência.
Ajudar o dependente a controlar a sua vida financeira, pois o dinheiro facilmente induz ao uso, pois se torna bem mais fácil beber e usar drogas com dinheiro na mão.
Os assuntos de ordem pessoal que trazem desconforto e constrangimento não devem serem lembrados á todos os instantes, mas sim a família deve de alguma maneira procurar resolvê-los com sabedoria.
Caso o dependente chegue tarde em casa, não adianta deixá-lo para fora, pois, no momento isso não ajudará em nada, é melhor deixá-lo entrar e no outro dia quando o mesmo estiver sóbrio conversar com ele, sugerir acompanhamento em Grupos de Auto - Ajuda, ajuda médica e se necessário for internação.
A principio nenhum dependente aceita ajuda, pois não admite que perdeu o controle sobre o uso da substância, ele sempre diz “eu paro a hora que quero”. É preciso mostrar o quanto ele tem perdido e quanto mais ainda pode perder, e em alguns casos é necessário que a família ajude a colocar o dependente no fundo do poço, pois somente assim ele aceitará ajuda.
O dependente não se apega aos prejuízos materiais e financeiros, mas se apega demasiadamente ás pessoas que o cercam e mostram o seu amor por ele, mesmo que ele não demonstre, para o dependente perder a esposa, filhos, os pais, etc., é muito doloroso, em muitos casos essas percas influenciam o dependente a buscar ajuda e recuperação.
Importante saber que o dependente também não se preocupa muito com a sua saúde, tanto é que não tá nem ai para ela. Argumentar sobre a saúde não ajuda muito o dependente, mas argumentar sobre as percas familiares sim.
Tentar afastar os maus amigos e os amigos influentes (no negativo) do dependente ajuda muito, aproximar os amigos e familiares mais íntimos que não bebem nem usam drogas também é ponto muito favorável.
Cuidado com a auto – piedade do dependente, isso é normal, se colocar na condição de coitado, para alcançar mais atenção dos familiares, porém não aprove esse comportamento, pois ele não é favorável á recuperação.
Informar-se se ele tem contato direto com álcool e drogas na escola ou no trabalho, se tiver induza-o a mudar de escola e se preciso for sair do trabalho também, pois é melhor ficar desempregado sóbrio do que empregado e usando drogas, pois mais hora, menos hora, também perderá o emprego.
Através de conversa descobrir a intensidade da relação afetiva que o dependente tem com a droga ou o álcool, ele precisa perder ou diminuir essa relação, mostrar ao dependente que para viver bem e ser feliz não é necessário usar drogas ou beber.
Alguns dependentes acham que não conseguirão deixar o uso, cabe também à família provar o contrário, através de incentivos á recuperação acompanhando o dependente nos grupos de auto-ajuda, médicos e se caso houve internação acompanhar o tratamento o melhor possível.
É muito difícil o dependente se recuperar sem a ajuda dos familiares, pois a dependência nas maiorias das vezes esta relacionada á família, todo familiar de dependente também deve fazer acompanhamentos em grupos de auto-ajuda, para adquirir conhecimento de como se relacionar com um dependente e como não prejudicar o mesmo em sua recuperação.
Extraído do site http://alcooledrogas.no.comunidades.net/index.php?pagina=1925574603

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