A necessidade de controlar a vida do outro sempre esteve presente em minha vida, mas tornou-se uma obsessão no meu convívio com um dependente químico. Eu sequer tinha consciência disso. Minhas atitudes e escolhas demonstravam que eu também estava bastante adoecida e incapaz de lidar com a situação.
A convivência com o dependente químico e sua doença era extremamente assustadora e conflitante. Sentia-me só e tudo parecia caminhar para uma zona desconhecida. Tinha a ilusão de que podia assumir o barco da vida do outro e assim evitar os danos e sofrimentos. Medo, raiva, depressão, tristeza profunda, baixa autoestima, autopiedade.... Diante de tudo isso me sentia perdida e sem condições de conduzir minha vida. Se ele mudasse, tudo estaria bem e eu seria feliz.
Em meio a uma crise terrível, conheci uma sala de Nar-Anon. Foi o início do aprendizado sobre mim mesma; um novo olhar para a vida e para o mundo em que vivo.O autoconhecimento me deu a oportunidade de uma vida mais saudável em todos os seus aspectos: emocional, afetivo, familiar e profissional. Quando me libertei do controle e do desejo de aprovação, deixei de ser prisioneira e também carcereira.Assim mais forte e equilibrada passei a ter melhor condição de ajudar meu familiar adicto e também aprendi a desenvolver relacionamentos mais saudáveis com outras pessoas.
Na vida há alegrias e tristezas, mas sempre que recaio nas emoções destrutivas, recorro às ferramentas do programa Nar-Anon que me ensinam uma nova maneira de viver.
Extraido de http://www.naranonsp.org.br/emfoco/Info07.pdf
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